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Prepare sua empresa para a pesquisa de clima

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Prepare sua empresa para a pesquisa de clima




Por Jurema Luzia Cannataro

Sua empresa resolveu realizar uma pesquisa de clima organizacional. Para tanto, já direcionou uma série de recursos: tempo dos funcionários que se encarregarão de sua execução, caso seja feita internamente, ou valor a ser pago a uma assessoria especializada, se for efetuada de forma externa e gastos com a impressão dos formulários, tabulação de dados, análise das respostas, confecção dos gráficos e relatórios, etc.
Tudo está perfeito e preparado para que o resultado final seja um sucesso, não é? Entretanto, ficou faltando observar um PEQUENO detalhe: os colaboradores de sua empresa estão tão motivados quanto a diretoria em relação a essa pesquisa? Você tem certeza de que a participação será suficientemente significativa?
Para que uma pesquisa (seja de que tipo for) tenha sucesso, o ponto de partida é que haja um número mínimo de pessoas que dela participem. Senão, os resultados não serão expressivos e confiáveis.

Evite distorções

Lembre-se de um aspecto que é fundamental: a participação dos funcionários na pesquisa de clima é, obviamente, NÃO OBRIGATÓRIA e SIGILOSA. Só fará parte do processo quem quiser.
E aqui damos de cara com um problema. Pode ser que os colaboradores mais entrosados com os objetivos da empresa e confiantes em sua administração de fato queiram responder aos questionários. Já os descontentes podem se negar a fazê-lo. E aí, como será possível detectar por que eles estão descontentes? Isso pode acarretar uma DISTORÇÃO nos resultados, levando à conclusão de que o clima na empresa apresenta-se mais positivo do que realmente está na realidade.

Estimulando e motivando

A dica aqui é: prepare a empresa para a realização da pesquisa de clima. Motive e estimule os funcionários a participarem.
Como fazer isso? Uma forma interessante é aplicar um mecanismo que os publicitários costumam utilizar quando fazem o lançamento de um novo produto ou de uma promoção: a campanha teaser. O objetivo é criar um certo “suspense”, despertando a curiosidade das pessoas sobre o que está acontecendo. Uma forma simples e barata de fazer isso é espalhar por locais variados da empresa cartazes com ilustrações e dizeres do tipo “está ensolarado?”, “está nublado?”, “está chuvoso?”, fazendo uma brincadeira com a ideia de “clima”. Deixe esses cartazes por um período (uma semana é o suficiente) e só então revele do que se trata, substituindo-os por outros que citam especificamente que a empresa fará uma pesquisa de clima organizacional e ressaltando que a participação de todos é fundamental.
Um outro exemplo de campanha do tipo teaser, só que um pouco mais sofisticada e, portanto, também mais cara, é efetuar na empresa uma espécie de “caça ao tesouro”. Uma série de pistas, que vão sendo distribuídas de maneira criativa a todos os funcionários, a cada um ou dois dias, permitirá que no final da semana descubram o nome do evento que será realizado (PESQUISA DE CLIMA) e percebam o quanto seu envolvimento é essencial. Se a empresa puder dispor de alguns recursos a mais, é interessante fazer o sorteio de brindes entre aqueles que acertarem a resposta.
Fizemos, há algum tempo, uma campanha desse tipo para um cliente, com base no tema “O Código Da Vinci” e foi um verdadeiro sucesso, despertando o interesse dos colaboradores e incentivando-os a participarem mais ativamente da pesquisa.
Caso todos os funcionários tenham acesso a computadores, é possível elaborar a campanha de motivação por meio da intranet. Às vezes, uma sequência de e-mails já basta para se obter um bom resultado, desde que sejam bem elaborados, com um visual atrativo e um texto inteligente e criativo.

Sinceridade

Ao elaborar o material de apoio que será utilizado como estímulo na fase anterior à realização da pesquisa, seja sincero e admita que sua organização, assim como qualquer outra, tem pontos positivos e negativos, mas está disposta a ouvir com seriedade e isenção de ânimos a opinião de cada um, para que possa haver melhorias concretas.
Deixe claro também que o processo será completamente sigiloso. Nenhum participante terá que se identificar. Dessa forma, evitam-se mal-entendidos e boatos. Isso porque quem tem experiência na realização de pesquisa de clima sabe que, mesmo em empresas onde há um ambiente de abertura na exposição de ideias e opiniões, sempre podem existir pessoas que veem com desconfiança esse tipo de iniciativa, achando que se trata de uma “caça às bruxas” para localizar descontentes e puni-los. E o que é pior: elas às vezes acabam “contaminando” outros colegas com esse tipo de pensamento. Acreditem, isso de fato acontece.
Efetuar palestras de esclarecimento, abrangendo a totalidade dos colaboradores da empresa (se necessário, divididos em grupos) também pode ser uma ação importante. Durante esses eventos, será possível reforçar os conceitos expostos acima, dar detalhes sobre a forma e prazo de preenchimento e devolução dos questionários e desfazer dúvidas. Se isso não puder ser feito por meio de palestras, coloque avisos com essas informações, em locais diversos e visíveis da empresa.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Avaliação de jornal interno: acerte no alvo

Por jurema Luzia Cannataro

Muito bem. Sua empresa já reconhece o quanto a comunicação é importante para o desenvolvimento da organização e, portanto, mantém um jornal interno dirigido aos colaboradores.
Mas e agora?
Meses, talvez até anos, tenham se passado desde a sua implantação sem que nada fosse feito para checar “se” e “como” ele vem sendo recebido e avaliado pelos leitores. Sim, leitores. Está certo que, no caso de um jornal interno, os leitores são os funcionários da própria empresa, mas eles são, em primeiro lugar, leitores, o público ao qual o veículo é dirigido. Essa é uma verdade simples, só que muitas vezes esquecida.
Um jornal interno é como qualquer outro órgão de comunicação: ele na verdade não “existe” se não tiver um público. A empresa pode continuar bancando a publicação, o jornal pode continuar sendo distribuído aos colaboradores, mas ele efetivamente “não existe” se não for lido, absorvido, analisado e discutido pelos seus leitores.
A diferença está aí: os grandes meios de comunicação não sobrevivem sem o público, simplesmente desaparecem, enquanto um jornal de empresa consegue sobreviver, só que às custas do tempo e do dinheiro da organização, nesse caso, mal utilizados. E nenhuma empresa pode atualmente se dar ao luxo de empregar de forma inadequada os seus recursos.

A hora da verdade

Enquanto os meios de comunicação em geral desenvolvem técnicas cada vez mais aprimoradas para medir sua audiência e adaptar-se a ela, alguns jornais de empresa mantêm-se durante anos, sem nunca ter passado por qualquer crivo, sem a aplicação de nenhum mecanismo que permita saber qual a credibilidade e penetração que possuem frente a seus leitores, se atendem ou não suas expectativas, se estão produzindo os resultados esperados pela organização, enfim, se estão cumprindo o papel ao qual se destinam.

As vantagens da pesquisa

A pesquisa de avaliação do jornal interno é uma das formas mais simples e baratas de se medir o grau de aceitação, credibilidade e penetração desse tipo de publicação junto ao seu público-alvo.
É por isso que recomendamos sua realização às empresas para as quais prestamos assessoria, como uma primeira etapa no processo de conhecer mais profundamente o público interno e de tornar mais eficazes as formas de atingi-lo, informá-lo e satisfazê-lo através do jornal empresarial.

Lembre-se: nada pode ser imposto aos leitores. O que precisamos é conquistá-los. E para isso temos que conhecê-los, saber quais são suas expectativas e opiniões. A pesquisa de avaliação do jornal interno é a ferramenta ideal para se alcançar esse objetivo.

Dicas de como fazer

A experiência conquistada ao longo de vários anos de atuação e assessoria na área de comunicação empresarial fez com que constatássemos alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração no momento de realização da pesquisa de avaliação do jornal interno. Pois afinal, uma pesquisa mal feita tem o mesmo efeito (ou até pior) do que não fazer pesquisa alguma.

Os aspectos que queremos salientar são os seguintes:

. Deve-se evitar realizar apenas pesquisas encartadas no próprio jornal interno. Colaboradores que não o leem provavelmente não vão respondê-las e a empresa continuará sem saber por que eles não o leem.

. As pesquisas baseadas em entrevistas pessoais com funcionários são mais eficazes se forem feitas por profissionais externos à empresa. O entrevistado se sentirá mais à vontade para dizer o que realmente pensa.

. Deve-se garantir o sigilo das informações prestadas. O colaborador não precisa se identificar. Mas é interessante que se possa saber o setor ou departamento em que trabalha (desde que isso não prejudique o sigilo. Em setores com apenas duas ou três pessoas, por exemplo). É que às vezes o jornal é bem aceito em algumas áreas da empresa e não em outras. Esse é um dado relevante a ser levantado.

. É preciso que se mantenham abertos os canais de comunicação. Cabe à assessoria de comunicação criar e propor à empresa sistemas que permitam aos funcionários expressar suas opiniões e sugestões sobre o jornal interno permanentemente, mesmo fora dos períodos de pesquisa.

. As pesquisas devem ser feitas anualmente ou nos momentos de reformulação e reestruturação da publicação ou da empresa.

Colocando em prática

Uma vez levantados os resultados, é importante colocá-los realmente em prática. De nada vale a “pesquisa pela pesquisa”.
Ela deve ser considerada como uma “ferramenta inicial” (ao lado de outras como auditorias de comunicação, reuniões para conhecer melhor a cultura da empresa, etc.), com base na qual será feito o levantamento das modificações necessárias: correção dos pontos falhos, reforço daqueles que estão tendo boa aceitação, reformulação do “visual” do veículo para torná-lo mais atrativo, modificação da linguagem ou do enfoque para que as matérias sejam mais acessíveis a todos, etc.

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